Natal paulistano

Já deu para perceber que o Natal está chegando, né? Congestionamento todo dia na Paulista para ver aqueles espetáculos kitsch, os shoppings com gente saindo pelo ladrão, mas também famílias unidas, crianças ganhando presentes e aquela coisa toda. E as ruas paulistanas não poderiam deixar de participar desta festa, não é?

brisa
Não se sabe porque os moradores daquela quebrada da Vila Jacuí quiseram batizar essa pinguela (em tucanês, Via de Pedestre) com esse nome. Será que o espírito natalino evitaria os assaltos?

mensagemdenatal
Mensagem de Natal, em Sapopemba, é uma “peça musical para vozes médias e piano”, da compositora brasileira Lycia de Biase Bidart. Nunca ouviu falar? Nem eu. Só há uma referência à peça, que teria apenas 30 segundos,  num livro estrangeiro.

poemasdenatal
O Banco muitas vezes erra. Na verdade, o Poema de Natal de Vinícius de Moraes, é um só, e não deveria estar no plural, como nesta travessa da Cidade Ademar.

suitedenatal
Suíte de Natal, por sua vez, além de uma rua do lado do Parque do Carmo, é uma obra para piano composta por Henrique Morozowicz, o mesmo maestro paranaense de Borboletas Psicodélicas. 

festejosnatalinos
Esta aqui também é relativamente nova: foi oficializada em 2007 dentro da parte urbanizada de Heliópolis, no Sacomã. No mapa ainda está com o nome antigo, Cláudio Shell.

cartoes de natal

“Por favor, envie cartões de Natal para a Travessa dos Cartões de Natal”

Esta agradável travessa do Tucuruvi tem o nome, supostamente, de um poema de Carlos Drummond de Andrade, o qual não achei em nenhum lugar.

banananatal
Mas o bizarro mesmo é este bairro na região do Grajaú, não por acaso chamado Vila Natal, uma verdadeira salada, não só de frutas, natalina. Além da Banana-Natal tem Maçã-Natal, Morango-Natal, Manga-Natal, Laranja-Natal, Café-Natal, Beija-Flor Natal e qualquer outra coisa que você imagine com o sufixo “Natal”.

Esquina da Café Natal com a Beija Flor Natal

“Ah, eu tô aqui na Café, esquina com a Beija-Flor” (tudo Natal, né?)

Aqui tem uma matéria do Estadão nos anos 90 que explica a história da Vila Natal, criada, não por acaso, num Natal do ano de 1988, como explica outra parte da matéria.

Até nome de grupo de pagode + "natal" serve por lá.

Até nome de grupo de pagode + “natal” serve 

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